Ciência e Esoterismo



AMPLITUDES DE ESPALHAMENTO EM TEORIA DE SUPERCORDAS
Luiz Antonio Barreiro1,Ricardo Medina2
1Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá – FEPI
2 Universidade Federal de Itajubá -UNIFEI
barreiro@universitas.edu.br
RESUMO
Neste trabalho são apresentados os progressos recentes nos cálculos de amplitudes de espalhamento de supercordas abertas, em nível de árvore, com mais do que quatro estados externos sem massa. São também apresentados os termos correspondentes nas lagrangeanas efetivas em baixas energias.
Palavras chave: Supercordas, lagrangeanas efetivas, amplitudes de espalhamento e modelo padrão.
1. Introdução
No estudo da física de altas energias na atualidade, uma das teorias mais promissoras, mas que tem ocasionado uma série de controvérsias é a chamada teoria de supercordas. Como a teoria de supercordas e o próprio tratamento matemático da teoria são bastante complexos e ainda estão em desenvolvimento, uma das alternativas para se obter resultados é trabalhar com o que chamamos de lagrangeanas efetivas. A formulação lagrangeana, desenvolvida no século XVIII para o estudo da mecânica celeste, representa uma perspectiva matemática avançada da mecânica de Isaac Newton. Afortunadamente, a formulação lagrangeana provou, nos meados do século XX, se adequar naturalmente aos problemas envolvendo partículas subatômicas (explicadas pela mecânica quântica) em regimes de altas energias (explicados com teoria da relatividade). Assim, nesse trabalho, será apresentado o método das amplitudes de espalhamento para construção de lagrangeanas efetivas utilizadas no problema de espalhamento envolvendo teoria de supercordas.
2. Lagrangeana de Born-Infeld no contexto da Teoria de  Supercordas
Nos aceleradores de partículas modernos, como no CERN (Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear), situado na fronteira franco-suíça, se fazem colidir partículas com o intuito de se estudar as leis fundamentais que regem a natureza. As amplitudes de espalhamento representam a formulação matemática de como as partículas são espalhadas devido a essas colisões. Amplitudes de espalhamento podem ser calculadas utilizando a teoria de supercordas e as lagrangeanas efetivas vindas da teoria.
Como ponto de partida, consideraremos a conhecida lagrangeana do campo eletromagnético[1]:
 = −
  (1)
onde  =
  −
 é o tensor eletromagnético e o
quadri-potencial eletromagnético, , está relacionado aos
campos elétrico e magnético.  representa a “partícula do
campo magnético”, o fóton. Notemos que na lagrangeana (1)
aparecerão termos do tipo
 

  . (2)
Um processo de espalhamento que envolva esse termo é
entendido da seguinte forma: entrou um fóton e saiu um
fóton . De fato, a partir da lagrangeana (1) é possível
determinar o comportamento do campo eletromagnético.
Esse mesmo procedimento pode ser estendido a todas as
outras partículas e interações fundamentais da natureza
naquilo que é chamado de modelo padrão. A única exceção é
a interação gravitacional, explicada pela teoria geral da
relatividade. De fato, um dos objetivos da teoria de
supercordas é justamente conseguir tratar a força
gravitacional com a mesma formulação matemática utilizada
no atual modelo padrão.
Além de incluir a força gravitacional no modelo padrão, a
teoria de supercordas inclui correções no próprio modelo
padrão. Um dos primeiros trabalhos, apresentando correções
à lagrangeana eletromagnética se deve a Fradkin e Tseytlin
[2]:
ℒ = −14
 + 
   −  
+ (termos com potências maiores e pares em ) (3)
A expressão (2) é conhecida como lagrangeana de Born-
Infeld e somente potências pares de  aparecem na
expressão. Como  é bem menor que 1, quanto maior sua
potência, menor será sua contribuição. Assim, a expressão (2)
é uma expansão cujos termos de ordem superior representam
apenas pequenas perturbações no termo de ordem zero. No
entanto, apesar das correções serem pequenas, sua
significância aumenta com o aumento da precisão das
medidas e com a escala de energia em que é realizado o
experimento.
3. Teorias de Yang-Mills
A lagrangeana (1), bem como a lagrangeana de Born-Infeld,
eq. (3) se restringem a campos eletromagnéticos. Em ordem
zero na expansão, vemos que o número de fótons não se
altera, eq. (2). Isso significa que o campo eletromagnético
não interage com ele mesmo. Entretanto, existem outras
interações fundamentais da natureza, que estão presentes no
modelo padrão, e não seguem esse comportamento. São elas
as interações fraca e forte. Essas interações estão presentes
no núcleo atômico.
A diferença na estrutura matemática entre as várias
interações do modelo padrão reside no fato que os campos 
são multiplicados por matrizes unidimensionais (números)
para a interação eletromagnética, multiplicados por matrizes
2×2 para a interação fraca e multiplicados matrizes 3×3 para
a interação forte. Chamamos a teoria eletromagnética de
teoria abeliana e outra teorias, que envolvem matrizes, são
chamadas de teorias não-abelianas Essas matrizes pertencem
ao grupo de matrizes especiais de N dimensões, denominados
SU(N). Para essas interações o tensor do campo tem a forma:
 =
  −
  +  , ! (4)
onde  , ! =   −  e  é uma constante que
indica a intensidade do acoplamento dos campos. Como a
lagrangeana deve ser um escalar (um número), calculamos o
traço da expressão (1) para obter lagrangeanas que
descrevam as interações fracas e fortes, obtendo as chamadas
lagrangeanas de Yang-Mills.
4. Lagrangeanas efetivas
Até agora só discutimos lagrangeanas envolvendo interações
entre partículas de matéria, mas as próprias partículas de
matéria ainda não foram incluídas. Partículas de interação são
chamadas de bósons e partículas de matéria são chamadas de
férmions. Assim, tanto a lagrangeana (1) como a (3)
envolvem somente bósons. Entretanto, devemos incluir os
férmions. Assim, a forma geral de uma lagrangeana
descrevendo interações (bósons) e partículas de matéria
(férmions) é escrita como [3]
ℒ = −
 “#$ 
+
 “#$   −  
+&é$()*” + #+$()” ,+$-.#-)” (5)
onde str representa o traço simetrizado das matrizes da
expressão. Os termos envolvendo somente os tensores 
são conhecidos em todas as ordens em . Por outro lado, os
termos fermiônicos e os termos derivativos não são
plenamente conhecidos. Esses termos podem ser
determinados por comparação das amplitudes de
espalhamento vindas diretamente da teoria de supercordas e
amplitudes vindas de lagrangeanas efetivas. Com isso,
determinam-se quais são os termos e qual é a importância de
cada termo na lagrangeana efetiva.
5. Amplitudes de Espalhamento
A fórmula geral da amplitude de espalhamento de bósons, em
nível de árvore, vinda da teoria de supercordas é [4]
/ 0
=  22
34 5 + ⋯+ 50
× Σ?<…?> #$ 9:;< …9:;> @ …@0
(6)
onde M representa o número de partículas envolvidas no
espalhamento, 9:; são as matrizes do grupo SU(N) e
@ …@0
= A>B
C
D>FE G0H − G
G0 − G
sendo a função & I, 5, J,K
dada por
& I, 5, J,K
=
=LJM − J?KMIM. 5? 2′
  F − 1F2KMK?IM. I? 2′
PF
GM − G? − JMJ?
0
MQ?
As variáveis JM e KM são variáveis de Grassmann, enquanto GM
são variáveis reais. IM + 5M são as polarizações e os momenta
dos campos, respectivamente.
O próximo passo será construir lagrangeanas que
efetivamente reproduzam a amplitude de supercordas (6). A
estrutura geral de uma lagrangeana efetiva para bósons tem a
seguinte forma [3]:
ℒ = #$[ +  + S T + U
+′ V + UT + U
+ ⋯ ] (7)
O termo  é uma forma compacta de representar a primeira
linha da expressão (5) o termo  representa os termos
presentes na segunda linha da expressão (5) e os termos
UWX representam os termos derivativos. Os termos
derivativos para o espalhamento de 4 bósons foram todos
determinados na referência [5]. Para cinco bósons os termos
foram determinados em [6].
6. Amplitude de 5 Partículas
Na referência [6] obteve-se o seguinte resultado para a
amplitude de 5 bósons:
TY 1,2,3,4,5
= \. T]Y 1,2,3,4,5
+ 2
^S. T]Y_ 1,2,3,4,5
(8)
Nesta fórmula, T]Y 1,2,3,4,5
e T]Y_ 1,2,3,4,5
são
amplitudes obtidas da lagrangeana (5), enquanto \ e ^S são
fatores dependentes de  que tem expansões totalmente
conhecidas [6]. Dessa forma, a amplitude descrita na
expressão (8) possui as correções em todas as ordens em .
Nesse ponto introduziremos os férmions. Baseado nas
propriedades da amplitude apresentadas na expressão (8), a
hipótese que aqui é feita sugere que as amplitudes de
espalhamento para 3-bósons/2-férmions e para 1-bóson/4-
férmions tem a mesma estrutura que a amplitude de 5-bósons
da expressão (8). Assim,
TY 1,2,3,4,5
= \. ℒ`
TY 1,2,3,4,5
+ 2
^S. ℒ
TY 1,2,3,4,5
(9)
SY/b 1,2,3,4,5
= \. ℒ`
SY/b 1,2,3,4,5
+ 2
^S. ℒ
SY/b 1,2,3,4,5
(10)
Y/b 1,2,3,4,5
= \. ℒ`
Y/b 1,2,3,4,5
+ 2
^S. ℒ
Y;b 1,2,3,4,5
(11)
Sendo a lagrangeana em ordem zero em  dada por
ℒ3 = #$  + defUd
(12)
e a lagrangeana ℒ é dada por
ℒ = #$  + U defd
 + U defd
 +  defd

(13)
onde está sendo considerado somente os termos que
contribuem para a amplitude de 5 partículas. A lagrangeana
ℒ foi completamente determinada na referência [7].
Um primeiro teste para as expressões (10) e (11) consiste no
fato que, por construção, elas devem reproduzir as
amplitudes de 3-bósons/2-férmions e 1-bóson/4-férmions em
ordem  vindas diretamente da seguinte lagrangeana
ℒgbghMi: = ℒ3 + ℒ (14)
Outro teste garantindo que as expressões (10) e (11) são
corretas em todas as ordens em  é dado pelas
transformações de superssimetria [3]. A soma das variações
das expressões (9), (10) e (11) sob as seguintes
transformações de superssimetria,
4 : =
2 jkfd:
4d: = −14
 : fj
4de: = −14
jkf :
se anula após considerarmos as condições de estado físico, na
camada de massa, juntamente com a conservação de
momentum. Os resultados positivos desses testes comprovam
a hipótese apresentada nas expressões (10) e (11).
7. Termos ′SU defd

Os termos derivativos envolvendo férmions, em ordem ′,
já foram determinados na lagrangeana ℒ, Eq. (13). Neste
ponto iniciaremos a construção dos termos derivativos que
contribuem para o espalhamento de 1 bóson e 4 férmions, em
ordem ′S, os quais são ainda desconhecidos. Esses termos
tem a seguinte forma geral
ℒAgl:m = ′SWnUWoWpdWq (15)
com *M sendo a multiciplidade de cada elemento. As
respectivas dimensões de cada elemento são:
[r = S, [′r = , [Ur = H, [r = HT, [dr = HSF.
onde L representa dimensão de espaço-tempo. Como a teoria
de supercordas bosônicas abertas apresenta resultados finitos
em um espaço-tempo de 10 dimensões, a dimensão da
lagrangeana (15) deve ser
ℒAgl:m! = H3
Com esse resultado em mente, voltamos à expressão geral
(15) e vemos que as multiplicidades devem obedecer a
seguinte relação,
3*A − *s − 5*] −P
 *t = 16 (16)
Por outro lado, uma redefinição dos campos, de modo que a
constante de acoplamento não apareça explicitamente na
lagrangeana. Isso permite escrever uma nova relação para as
multiplicidades
*A − *] − *t = 16 (17)
Considerando as relações (16) e (17), a partir da espressão
geral (15), podemos construir os termos lagrangeanaos
desejados. Esses termos serão classificados de acordo com o
número de índices de espaço-tempo contraídos. Assim,
podemos escrever [8]:
· Termos com três pares de índices
ℒ S
= .:,Y,v,w,g
S
U,:UdeYfdvdewfdg
+x:,Y,v,w,g
S
U,:UdeYfdvdewfdg
+y:,Y,v,w,g
S
U,:UdeYfdvdewfdg
+,:,Y,v,w,g
S
,:UdeYfUdvdewfdg
++:,Y,v,w,g
S
,:UdeYfUdvdewfdg
+&:,Y,v,w,g
S
,:UdeYfUdvdewfdg
+:,Y,v,w,g
S
,:UdeYfdvUdewfdg
+ℎ:,Y,v,w,g
S
,:UdeYfdvUdewfdg
+:,Y,v,w,g
S
,:UdeYfdvUdewfdg
onde os coeficientes do tipo .:,Y,v,w,g
S
são formados pelo traço
de combinações lineares de produtos de cinco matrizes 9: ,
9Y, 9v 9w e 9g do grupo SU(N).
Alem desses, encontramos termos equivalentes com um
número maior de índices de espaço-tempo.
· Termos com quatro pares de índices
ℒ 
= .:,Y,v,w,g

U,:UdeYf dv dewfdg
+ ⋯
· Termos com cinco pares de índices
ℒ T
= .:,Y,v,w,g
T
U,: UdeYf{dv
dewf{dg + ⋯
· Termos com seis pares de índices
ℒ V
= .:,Y,v,w,g
V
U,: UdeYf{|
dv dewf{|dg
+
· Termos com sete pares de índices
ℒ }
= .:,Y,v,w,g
}
U,: UdeYf{|~
dv dewf{|~dg +
O ponto central para se obter os termos derivativos está na
determinação dos coeficientes .:,Y,v,w,g
W
… :,Y,v,w,g
W
que
multiplicam cada termo lagrangeano. Por outro lado, esses
coeficientes são formados pelo traço de matrizes do grupo
SU(N), os quais obedecem as seguintes relações
&:Yv = − #$[9:9Y − 9Y9:r9v (18)
,:Yv = #$[9:9Y + 9Y9:r9v (19)
onde &:Yv são conhecidas como constantes de estrutura do
grupo. Assim, pode-se utilizar essas relações para escrever os
coeficientes .:,Y,v,w,g
W
… :,Y,v,w,g
W
como produtos de constantes
de estrutura, cujas possíveis combinações que tem 5 índices
livres (a, b, c, d, e) são listadas abaixo:
&:gW&YXW&vwX, &:wW&YXW&vgX, &:gW&YwWX&vXW,
&:wW&YgX&vXW, &:vW&YXW&wgX, &:YW&vXW&wgX,
&:gW&YvX&wXW, &:vW&YgX&wXW, &:YW&vgX&wXW,
&:wW&YvX&gXW, &:vW&YwX&gXW, &:YW&vwX&gXW. (20)
È possível escrever qualquer produto de três ou mais
constantes de estrutura com 5 índices livres como uma
combinação dos 12 produtos listados acima. Temos um
conjunto correspondente para as constantes ,:Yv.
Nesse ponto, serão utilizadas as regras de Feynman [9]
para obter as amplitudes de espalhamento de 4-férmions/1-
bóson. O ponto de partida é o conjunto de diagramas de
Feynman a seguir:
Fig. 1: Diagramas de Feynman.
Através das regras de Feynman, cada um desses diagramas
está associado a uma expressão matemática que representa o
espalhamento de partículas. As linhas retas representam os
férmions enquanto as linhas em espiral representam os
bósons. De modo simplificado, as regras de Feynman
descrevem as amplitudes da seguinte forma: As linhas de
férmions externas, representam os espinores (funções que
representam os férmions), enquanto as linhas de bósons
externas, representam vetores de polarização, que serão
incluídos na amplitude de espalhamento. Já as linhas internas
(que ligam dois pontos ou vértices) representam os
propagadores, que tem expressões matemáticas bem
definidas, tanto para bósons como para férmions. Finalmente,
cada vértice (com três, quatro ou cinco linhas) também tem
respectivas expressões matemáticas. Todas essas regras são
determinadas a partir das lagrangeanas ℒ S
, ℒ 
, ℒ T
, ℒ V
e ℒ }
. Assim, obtêm-se a amplitude de 4-férmions/1-bóson e
compara-se com o resultado Y/b encontrado na equação
(11). Dessa comparação, a completa estrutura dos
coeficientes .:,Y,v,w,g
W
… :,Y,v,w,g
W
será determinada.
Os primeiros resultados mostram que todos os termos
envolvendo ,:Yv não contribuem, somente as constantes de
estrutura &:Yv sobrevivem. Esse é o resultado esperado, pois
no limite abeliano (eletromagnético) da teoria, temos
somente potências pares em  (eq. 3), portanto as
amplitudes em S não contribuem (devem se anular). Como
&:Yv anula-se no limite abeliano, basta que a amplitude
contenha somente &:Yv em sua estrutura matemática, para ela
se anular nesse limite.
8. Conclusões
De forma resumida, podemos concluir que a estrutura da
amplitude segue o mesmo padrão, seja para bósons ou
quando temos férmions envolvidos, como mostrado nas
equações (9), (10) e (11).
Também os primeiros resultados indicam que as
amplitudes, bem como os termos derivativos envolvendo
férmions em ordem S, presentes na lagrangeana
apresentam somente as constantes de estrutura &:Yv, com
combinações apresentadas na lista (19), como requerido pelo
limite abeliano.
9. Referências
[1] L. Landau e E. Lifshitz, Coleção de Física Teórica, Vol.
2, Editora Mir.
[2] E. S. Fradkin e A.A. Tseylin, Phys. Lett. B 163 (1985),
123.
[3] R. Medina e L. A. Barreiro, Proc. Sci. – Fifth
International Conference on Mathematical Methods in
Physics – IC2006
[4] M. B. Green, J. H. Schwarz e E Witten, Superstring
Theory, vol. I: Introduction, Cambridge, 1987.
[5] F. Machado e R. Medina, Nucl. Phys. B (Proc. Suppl.)
127 (2004), 166.
[6] L. A. Barreiro e R. Medina, JHEP 05(03)055.
[7] M. Cederwall, B.E.W. Nilson e D. Tsimpis, JHEP
01(07)042
[8] L. A. Barreiro e R. Medina, em preparação.
[9] S. M. Bilenky, Introduction to Feynman Diagrams,
Pergamon Press,

AMPLITUDES DE ESPALHAMENTO EM TEORIA DE SUPERCORDASLuiz Antonio Barreiro1,Ricardo Medina21Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá – FEPI2 Universidade Federal de Itajubá -UNIFEIbarreiro@universitas.edu.brRESUMONeste trabalho são apresentados os progressos recentes nos cálculos de amplitudes de espalhamentode supercordas abertas, em nível de árvore, com mais do que quatro estados externos sem massa. Sãotambém apresentados os termos correspondentes nas lagrangeanas efetivas em baixas energias.Palavras chave: Supercordas, lagrangeanas efetivas, amplitudes de espalhamento e modelo padrão.1. IntroduçãoNo estudo da física de altas energias na atualidade, uma dasteorias mais promissoras, mas que tem ocasionado uma sériede controvérsias é a chamada teoria de supercordas. Como ateoria de supercordas e o próprio tratamento matemático dateoria são bastante complexos e ainda estão emdesenvolvimento, uma das alternativas para se obterresultados é trabalhar com o que chamamos de lagrangeanasefetivas. A formulação lagrangeana, desenvolvida no séculoXVIII para o estudo da mecânica celeste, representa umaperspectiva matemática avançada da mecânica de IsaacNewton. Afortunadamente, a formulação lagrangeanaprovou, nos meados do século XX, se adequar naturalmenteaos problemas envolvendo partículas subatômicas(explicadas pela mecânica quântica) em regimes de altasenergias (explicados com teoria da relatividade). Assim,nesse trabalho, será apresentado o método das amplitudes deespalhamento para construção de lagrangeanas efetivasutilizadas no problema de espalhamento envolvendo teoria desupercordas.2. Lagrangeana de Born-Infeld no contexto da Teoria deSupercordasNos aceleradores de partículas modernos, como no CERN(Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear), situado nafronteira franco-suíça, se fazem colidir partículas com ointuito de se estudar as leis fundamentais que regem anatureza. As amplitudes de espalhamento representam aformulação matemática de como as partículas são espalhadasdevido a essas colisões. Amplitudes de espalhamento podemser calculadas utilizando a teoria de supercordas e aslagrangeanas efetivas vindas da teoria.Como ponto de partida, consideraremos a conhecidalagrangeana do campo eletromagnético[1]: = −  (1)onde  =   −  é o tensor eletromagnético e oquadri-potencial eletromagnético, , está relacionado aoscampos elétrico e magnético.  representa a “partícula docampo magnético”, o fóton. Notemos que na lagrangeana (1)aparecerão termos do tipo    . (2)Um processo de espalhamento que envolva esse termo éentendido da seguinte forma: entrou um fóton e saiu umfóton . De fato, a partir da lagrangeana (1) é possíveldeterminar o comportamento do campo eletromagnético.Esse mesmo procedimento pode ser estendido a todas asoutras partículas e interações fundamentais da naturezanaquilo que é chamado de modelo padrão. A única exceção éa interação gravitacional, explicada pela teoria geral darelatividade. De fato, um dos objetivos da teoria desupercordas é justamente conseguir tratar a forçagravitacional com a mesma formulação matemática utilizadano atual modelo padrão.Além de incluir a força gravitacional no modelo padrão, ateoria de supercordas inclui correções no próprio modelopadrão. Um dos primeiros trabalhos, apresentando correçõesà lagrangeana eletromagnética se deve a Fradkin e Tseytlin[2]:ℒ = −14 +    −  + (termos com potências maiores e pares em ) (3)A expressão (2) é conhecida como lagrangeana de Born-Infeld e somente potências pares de  aparecem naexpressão. Como  é bem menor que 1, quanto maior suapotência, menor será sua contribuição. Assim, a expressão (2)é uma expansão cujos termos de ordem superior representamapenas pequenas perturbações no termo de ordem zero. Noentanto, apesar das correções serem pequenas, suasignificância aumenta com o aumento da precisão dasmedidas e com a escala de energia em que é realizado oexperimento.3. Teorias de Yang-MillsA lagrangeana (1), bem como a lagrangeana de Born-Infeld,eq. (3) se restringem a campos eletromagnéticos. Em ordemzero na expansão, vemos que o número de fótons não sealtera, eq. (2). Isso significa que o campo eletromagnéticonão interage com ele mesmo. Entretanto, existem outrasinterações fundamentais da natureza, que estão presentes nomodelo padrão, e não seguem esse comportamento. São elasas interações fraca e forte. Essas interações estão presentesno núcleo atômico.A diferença na estrutura matemática entre as váriasinterações do modelo padrão reside no fato que os campos são multiplicados por matrizes unidimensionais (números)para a interação eletromagnética, multiplicados por matrizes2x2 para a interação fraca e multiplicados matrizes 3×3 paraa interação forte. Chamamos a teoria eletromagnética deteoria abeliana e outra teorias, que envolvem matrizes, sãochamadas de teorias não-abelianas Essas matrizes pertencemao grupo de matrizes especiais de N dimensões, denominadosSU(N). Para essas interações o tensor do campo tem a forma: =   −   +  , ! (4)onde  , ! =   −  e  é uma constante queindica a intensidade do acoplamento dos campos. Como alagrangeana deve ser um escalar (um número), calculamos otraço da expressão (1) para obter lagrangeanas quedescrevam as interações fracas e fortes, obtendo as chamadaslagrangeanas de Yang-Mills.4. Lagrangeanas efetivasAté agora só discutimos lagrangeanas envolvendo interaçõesentre partículas de matéria, mas as próprias partículas dematéria ainda não foram incluídas. Partículas de interação sãochamadas de bósons e partículas de matéria são chamadas deférmions. Assim, tanto a lagrangeana (1) como a (3)envolvem somente bósons. Entretanto, devemos incluir osférmions. Assim, a forma geral de uma lagrangeanadescrevendo interações (bósons) e partículas de matéria(férmions) é escrita como [3]ℒ = − “#$ + “#$   −  +&é$()*” + #+$()” ,+$-.#-)” (5)onde str representa o traço simetrizado das matrizes daexpressão. Os termos envolvendo somente os tensores  são conhecidos em todas as ordens em . Por outro lado, ostermos fermiônicos e os termos derivativos não sãoplenamente conhecidos. Esses termos podem serdeterminados por comparação das amplitudes deespalhamento vindas diretamente da teoria de supercordas eamplitudes vindas de lagrangeanas efetivas. Com isso,determinam-se quais são os termos e qual é a importância decada termo na lagrangeana efetiva.5. Amplitudes de EspalhamentoA fórmula geral da amplitude de espalhamento de bósons, emnível de árvore, vinda da teoria de supercordas é [4]/ 0 =  2234 5 + ⋯+ 50
× Σ?<…?> #$ 9:;< …9:;> @ …@0 (6)onde M representa o número de partículas envolvidas noespalhamento, 9:; são as matrizes do grupo SU(N) e @ …@0 = A>B CD>FE G0H − G G0 − G
sendo a função & I, 5, J,K dada por& I, 5, J,K ==LJM − J?KMIM. 5? 2′  F − 1F2KMK?IM. I? 2′PFGM − G? − JMJ?0MQ?As variáveis JM e KM são variáveis de Grassmann, enquanto GMsão variáveis reais. IM + 5M são as polarizações e os momentados campos, respectivamente.O próximo passo será construir lagrangeanas queefetivamente reproduzam a amplitude de supercordas (6). Aestrutura geral de uma lagrangeana efetiva para bósons tem aseguinte forma [3]:ℒ = #$[ +  + S T + U
+′ V + UT + U + ⋯ ] (7)O termo  é uma forma compacta de representar a primeiralinha da expressão (5) o termo  representa os termospresentes na segunda linha da expressão (5) e os termosUWX representam os termos derivativos. Os termosderivativos para o espalhamento de 4 bósons foram todosdeterminados na referência [5]. Para cinco bósons os termosforam determinados em [6].6. Amplitude de 5 PartículasNa referência [6] obteve-se o seguinte resultado para aamplitude de 5 bósons: TY 1,2,3,4,5 = \. T]Y 1,2,3,4,5
+ 2^S. T]Y_ 1,2,3,4,5 (8)Nesta fórmula, T]Y 1,2,3,4,5 e T]Y_ 1,2,3,4,5 sãoamplitudes obtidas da lagrangeana (5), enquanto \ e ^S sãofatores dependentes de  que tem expansões totalmenteconhecidas [6]. Dessa forma, a amplitude descrita naexpressão (8) possui as correções em todas as ordens em .Nesse ponto introduziremos os férmions. Baseado naspropriedades da amplitude apresentadas na expressão (8), ahipótese que aqui é feita sugere que as amplitudes deespalhamento para 3-bósons/2-férmions e para 1-bóson/4-férmions tem a mesma estrutura que a amplitude de 5-bósonsda expressão (8). Assim, TY 1,2,3,4,5 = \. ℒ`TY 1,2,3,4,5
+ 2^S. ℒTY 1,2,3,4,5 (9) SY/b 1,2,3,4,5 = \. ℒ`SY/b 1,2,3,4,5
+ 2^S. ℒSY/b 1,2,3,4,5 (10) Y/b 1,2,3,4,5 = \. ℒ`Y/b 1,2,3,4,5
+ 2^S. ℒY;b 1,2,3,4,5 (11)Sendo a lagrangeana em ordem zero em  dada porℒ3 = #$  + defUd (12)e a lagrangeana ℒ é dada porℒ = #$  + U defd + U defd +  defd
(13)onde está sendo considerado somente os termos quecontribuem para a amplitude de 5 partículas. A lagrangeanaℒ foi completamente determinada na referência [7].Um primeiro teste para as expressões (10) e (11) consiste nofato que, por construção, elas devem reproduzir asamplitudes de 3-bósons/2-férmions e 1-bóson/4-férmions emordem  vindas diretamente da seguinte lagrangeanaℒgbghMi: = ℒ3 + ℒ (14)Outro teste garantindo que as expressões (10) e (11) sãocorretas em todas as ordens em  é dado pelastransformações de superssimetria [3]. A soma das variaçõesdas expressões (9), (10) e (11) sob as seguintestransformações de superssimetria,4 : =2 jkfd:4d: = −14 : fj4de: = −14jkf :se anula após considerarmos as condições de estado físico, nacamada de massa, juntamente com a conservação demomentum. Os resultados positivos desses testes comprovama hipótese apresentada nas expressões (10) e (11).7. Termos ′SU defdOs termos derivativos envolvendo férmions, em ordem ′,já foram determinados na lagrangeana ℒ, Eq. (13). Nesteponto iniciaremos a construção dos termos derivativos quecontribuem para o espalhamento de 1 bóson e 4 férmions, emordem ′S, os quais são ainda desconhecidos. Esses termostem a seguinte forma geralℒAgl:m = ′SWnUWoWpdWq (15)com *M sendo a multiciplidade de cada elemento. Asrespectivas dimensões de cada elemento são:[r = S, [′r = , [Ur = H, [r = HT, [dr = HSF.onde L representa dimensão de espaço-tempo. Como a teoriade supercordas bosônicas abertas apresenta resultados finitosem um espaço-tempo de 10 dimensões, a dimensão dalagrangeana (15) deve serℒAgl:m! = H3Com esse resultado em mente, voltamos à expressão geral(15) e vemos que as multiplicidades devem obedecer aseguinte relação,3*A − *s − 5*] −P *t = 16 (16)Por outro lado, uma redefinição dos campos, de modo que aconstante de acoplamento não apareça explicitamente nalagrangeana. Isso permite escrever uma nova relação para asmultiplicidades*A − *] − *t = 16 (17)Considerando as relações (16) e (17), a partir da espressãogeral (15), podemos construir os termos lagrangeanaosdesejados. Esses termos serão classificados de acordo com onúmero de índices de espaço-tempo contraídos. Assim,podemos escrever [8]:· Termos com três pares de índicesℒ S = .:,Y,v,w,g S U,:UdeYfdvdewfdg+x:,Y,v,w,g S U,:UdeYfdvdewfdg+y:,Y,v,w,g S U,:UdeYfdvdewfdg+,:,Y,v,w,g S ,:UdeYfUdvdewfdg++:,Y,v,w,g S ,:UdeYfUdvdewfdg+&:,Y,v,w,g S ,:UdeYfUdvdewfdg+:,Y,v,w,g S ,:UdeYfdvUdewfdg+ℎ:,Y,v,w,g S ,:UdeYfdvUdewfdg+:,Y,v,w,g S ,:UdeYfdvUdewfdgonde os coeficientes do tipo .:,Y,v,w,g S são formados pelo traçode combinações lineares de produtos de cinco matrizes 9: ,9Y, 9v 9w e 9g do grupo SU(N).Alem desses, encontramos termos equivalentes com umnúmero maior de índices de espaço-tempo.· Termos com quatro pares de índicesℒ  = .:,Y,v,w,g  U,:UdeYf dv dewfdg + ⋯· Termos com cinco pares de índicesℒ T = .:,Y,v,w,g T U,: UdeYf{dvdewf{dg + ⋯· Termos com seis pares de índicesℒ V = .:,Y,v,w,g V U,: UdeYf{|dv dewf{|dg +⋯· Termos com sete pares de índicesℒ } = .:,Y,v,w,g } U,: UdeYf{|~dv dewf{|~dg +⋯O ponto central para se obter os termos derivativos está nadeterminação dos coeficientes .:,Y,v,w,g W … :,Y,v,w,g W quemultiplicam cada termo lagrangeano. Por outro lado, essescoeficientes são formados pelo traço de matrizes do grupoSU(N), os quais obedecem as seguintes relações&:Yv = − #$[9:9Y − 9Y9:r9v (18),:Yv = #$[9:9Y + 9Y9:r9v (19)onde &:Yv são conhecidas como constantes de estrutura dogrupo. Assim, pode-se utilizar essas relações para escrever oscoeficientes .:,Y,v,w,g W … :,Y,v,w,g W como produtos de constantesde estrutura, cujas possíveis combinações que tem 5 índiceslivres (a, b, c, d, e) são listadas abaixo:&:gW&YXW&vwX, &:wW&YXW&vgX, &:gW&YwWX&vXW,&:wW&YgX&vXW, &:vW&YXW&wgX, &:YW&vXW&wgX,&:gW&YvX&wXW, &:vW&YgX&wXW, &:YW&vgX&wXW,&:wW&YvX&gXW, &:vW&YwX&gXW, &:YW&vwX&gXW. (20)È possível escrever qualquer produto de três ou maisconstantes de estrutura com 5 índices livres como umacombinação dos 12 produtos listados acima. Temos umconjunto correspondente para as constantes ,:Yv.Nesse ponto, serão utilizadas as regras de Feynman [9]para obter as amplitudes de espalhamento de 4-férmions/1-bóson. O ponto de partida é o conjunto de diagramas deFeynman a seguir:Fig. 1: Diagramas de Feynman.Através das regras de Feynman, cada um desses diagramasestá associado a uma expressão matemática que representa oespalhamento de partículas. As linhas retas representam osférmions enquanto as linhas em espiral representam osbósons. De modo simplificado, as regras de Feynmandescrevem as amplitudes da seguinte forma: As linhas deférmions externas, representam os espinores (funções querepresentam os férmions), enquanto as linhas de bósonsexternas, representam vetores de polarização, que serãoincluídos na amplitude de espalhamento. Já as linhas internas(que ligam dois pontos ou vértices) representam ospropagadores, que tem expressões matemáticas bemdefinidas, tanto para bósons como para férmions. Finalmente,cada vértice (com três, quatro ou cinco linhas) também temrespectivas expressões matemáticas. Todas essas regras sãodeterminadas a partir das lagrangeanas ℒ S, ℒ , ℒ T, ℒ V
e ℒ }. Assim, obtêm-se a amplitude de 4-férmions/1-bóson ecompara-se com o resultado Y/b encontrado na equação(11). Dessa comparação, a completa estrutura doscoeficientes .:,Y,v,w,g W … :,Y,v,w,g W será determinada.Os primeiros resultados mostram que todos os termosenvolvendo ,:Yv não contribuem, somente as constantes deestrutura &:Yv sobrevivem. Esse é o resultado esperado, poisno limite abeliano (eletromagnético) da teoria, temossomente potências pares em  (eq. 3), portanto asamplitudes em S não contribuem (devem se anular). Como&:Yv anula-se no limite abeliano, basta que a amplitudecontenha somente &:Yv em sua estrutura matemática, para elase anular nesse limite.8. ConclusõesDe forma resumida, podemos concluir que a estrutura daamplitude segue o mesmo padrão, seja para bósons ouquando temos férmions envolvidos, como mostrado nasequações (9), (10) e (11).Também os primeiros resultados indicam que asamplitudes, bem como os termos derivativos envolvendoférmions em ordem S, presentes na lagrangeanaapresentam somente as constantes de estrutura &:Yv, comcombinações apresentadas na lista (19), como requerido pelolimite abeliano.9. Referências[1] L. Landau e E. Lifshitz, Coleção de Física Teórica, Vol.2, Editora Mir.[2] E. S. Fradkin e A.A. Tseylin, Phys. Lett. B 163 (1985),123.[3] R. Medina e L. A. Barreiro, Proc. Sci. – FifthInternational Conference on Mathematical Methods inPhysics – IC2006[4] M. B. Green, J. H. Schwarz e E Witten, SuperstringTheory, vol. I: Introduction, Cambridge, 1987.[5] F. Machado e R. Medina, Nucl. Phys. B (Proc. Suppl.)127 (2004), 166.[6] L. A. Barreiro e R. Medina, JHEP 05(03)055.[7] M. Cederwall, B.E.W. Nilson e D. Tsimpis, JHEP01(07)042[8] L. A. Barreiro e R. Medina, em preparação.[9] S. M. Bilenky, Introduction to Feynman Diagrams,Pergamon Press,

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Aquecedor de Água Solar

Neste modelo para o aquecimento de água domiciliar se aproveita o material reciclado (garrafas pet) para construir, junto a outros materiais fáceis de conseguir e baratos (como cano de polietileno e pequenas peças de encaixe) num sistema eficiente de baixa relação custo beneficio.
Dimensões: 5 m² de coletor solar e um reservatório de água quente de 100 litros.

Materiais:
• Cano polietileno ½ polegada (30 m.)
• Cano polietileno 1 polegada (3 m.)
• Cano PVC 2 polegadas (6 m.)
• Luva ½ polegada roscada (32 unidades.)
• Garrafas PET (90 unidades.)
• Redução 2 x 1 polegada (2 unidades)
• Flange ½ polegada (2 unidades.)
• Flange 1 polegada (2 unidade.)
• Curva ½ polegada (4 unidades.)
• Curva 1 polegada (4 unidades.)
• Caps 2 polegadas (2 unidades.)
• Boiler (ferro ou plástico de 100 litros)
• Caixa de madeira.
• Serragem ou casca de arroz (0,25 m³)
• Fita veda rosca.
• Câmara de pneu.

Ferramentas:
• Serra p/ metais.
• Macho rosca ½ polegada.
• Trena.
• Broca de ½ polegada, madeira.
• Maçarico gas.
• Furadeira.

Construção:
1. Montar os distribuidores de água fria e quente com o cano de PVC de 2 polegadas (Foto 1)
• Furar o cano com a broca de ½ polegada a distância certa (dependendo da disposição do telhado). (Foto 2)
• Fazer a rosca nos furos. (Foto 3)
• Atarraxar as luvas de ½ polegada. (Foto 4)
• Colocar as reduções e os caps vedados e colados nos extremos. (Foto 7, 8)
2. Furar o fundo das garrafas pet e atarraxá-las uma após a outra, gerando uma coluna de garrafas. (Foto 9, 10).
3. Passar o cano de polietileno ½ polegada pelos gargalos em série. (Foto 11)
4. Ligar as colunas de PET encaixando os canos de polietileno aos distribuidores de água fria e quente, vedar e reforçar com tiras de borracha (câmara de pneu).
5. Preparar os furos do boiler, dois para água quente e dois para água fria. (Foto 12)
6. Conectar no boiler os flanges respectivos (um de ½ polegada e um de 1 polegada para água fria e para água quente).
7. Ligar os canos do coletor e da rede no boiler.

Aquecedor de água solar, São José do Cerrito.
Novembro de 2001

Fonte:
Texto de Jorge Roberto Timmermann, em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.

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Fogão a Lenha

E indiscutível, já sabemos que cada elemento de uma propriedade permacultural desempenha varias funções. Vamos relatar algumas funções de um fogão a lenha, feito de tijolos:
- Fazer comida , alimentação da família.
- Aquecer água: pia, chuveiro, tanque de lavar roupa…
- Aquecimento da casa, conforto.
Podemos ainda acoplar ao fogão uma unidade para desidratar frutas, plantas medicinais, temperos, erva mate, etc.
E facilmente poderíamos achar outras funções mais, de acordo com as necessidades e gostos. Estou por exemplo, escrevendo este texto sentado ao lado de um destes fogões, a água do chimarrão que estou tomando está na parte da chapa que mantém a temperatura ideal de chimarrão, é trabalho meu também cuidar do almoço no fogão, que na verdade não dá trabalho nenhum, com a prática você coloca a panela no ponto da chapa com a temperatura ideal para o cozimento da comida que tem na panela.
Ah! uma pergunta: Quem nunca deixou o arroz queimar, cozinhando no fogão a gás?Vou agora elogiar Celene, minha esposa, nunca vi o arroz queimado, sem contar o sabor da comida. Celene para disfarçar diz que basta não deixar faltar lenha, outra vez estou tranqüilo, lenha é barata, tem na propriedade e o consumo de um fogão não é grande. O trabalho de botar lenha para um mês é de meia manhã, só lembrando que vai ter feijão no almoço. Não posso dizer o que é mais barato: lenha ou gás, há muito tempo não compramos mais gás.
Fiz o fogo no fogão ainda bem cedo e será mantido o dia todo, mas não importa o resultado, também faremos bananas desidratadas na estufa acoplada ao fogão.
È indispensável ter um fogão a lenha, ainda mais se ele for de tijolos, dura muito tempo, se bem feito, digamos 100 anos, mesmo à noite quando o fogo apaga, o fogão mantém o ambiente aquecido pois é uma grande massa aquecida e liberando calor.
Não sou muito bom para escrever, mas garanto: Fogão a lenha de tijolos, é muito bom.
Para a Construção do Fogão, devem ser usados Tijolos maciços.
A continuação temos alguns desenhos de um fogão com circulação de ar quente em circuito fechado e inverso, ao redor do forno.

Passo a passo do fogão a lenha construído por Remi
Beckhauser na propriedade de Rui Ortiz, São José do Cerrito
(maio 2003)

Fonte:
Texto de Remi Beckhauser, em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.

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Espiral de Ervas

Uma espiral de ervas é simples de fazer, bonita e pode ser importante no seu jardim. Veja aqui algumas dicas de como fazer. Ela acomoda todas as ervas básicas, tornando o acesso fácil. O padrão espiralado, muito comum na natureza, é reproduzido neste pequeno monte de terra, contemplando aspectos como diversidade, consórcios, efeito de bordas, microclimas e drenagem.
Com aproximadamente 1,6 metros de diâmetro na base e altura de 1 a 1,3 metro, este canteiro oferece inúmeras possibilidades para o enriquecimento da dieta familiar.
É importante que você conheça as espécies que pretende cultivar e suas necessidades. Desta forma, você poderá escolher o local mais apropriado para as plantas de acordo com o microclima dentro do espiral.
Os materiais necessário para a construção de um espiral de ervas são:
Pedras, tijolos, estacas de madeiras ou bambu, entulho, solo, composto, mudas e cobertura morta “mulch”.

 

A construção é simples e rápida:
1. Escolha um local nivelado, tão próximo possível da porta de sua cozinha.
2. Misture terra e composto até obter um solo rico, com cor e cheiro atraentes para minhocas e plantas.
3. Desenhe um círculo no chão sem fechá-lo, com mais ou menos 1,6 metro de diâmetro.
4. Empilhe pedras, tijolos, etc, fazendo a estrutura vertical da sua espiral.
5. Os espaços entre as camadas da sua estrutura servirão de abrigo para predadores e polinizadores, portanto evite utilizar cimento.
6. Coloque no fundo da espiral telhas ou tijolos quebrados, para ajudar na drenagem.
7. Coloque o solo que você preparou dentro da estrutura. Encher bem. Ponha composto na última camada.
8. Agora chegou a hora de plantar! Plante nos locais secos e ensolarados as ervas.
O mulch ou palhada são fundamentais, dando cobertura ao solo. Ele mantém a temperatura do solo constante, protege contra impacto dos pingos d´água, retém umidade, ativa a microvida benéfica e disponibiliza nutrientes, além de servir como barreira para os insetos mais famintos como as formigas saúvas. Não esqueça de regar sempre sua espiral.

Espiral de ervas construido em Canta Galo-PR.

 

Fonte:
Texto de: Jaime Roberto Rodrigues, em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.
Fotos: Jorge Timmermann

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Banheiro Seco (Compostável)

É um sistema integrado de uso e tratamento dos resíduos humanos (fezes, urina e papel higiênico) sem consumo de água. Funciona através de uma câmara isolada e impermeável que evita a contaminação, nela se misturam os resíduos com serragem promovendo a compostagem seca e a reintegração do excedente (em forma de composto) ao ambiente.

Materiais:
• Areia fina, areia média;
• Tijolos e telhas de barro;
• Brita e lascão;
• Cimento e cal;
• Madeiras;
• Portas de ferro e chapas galvanizadas;
• Canos para chaminé;
• Canos PVC e mictório.

Ferramentas:
• Colher de pedreiro,
• Nível de pedreiro,
• prumo,
• colher de pedreiro;
• Pá,
• enxada
• carrinho de mão;
• trena,
• desempenadeira.

CONSTRUÇÃO:
1. Escolha de local, se possível com um desnível de 1 à 2 m, isto favorece a construção da rampa que será também o apoio da construção. Declividade da rampa 45º. (Foto 1)
2. Construção das duas câmaras de uso alternado, cada 6 meses, com um volume mínimo de 1 m3 cada uma. (Foto 2)
3. Levantar alvenaria de tijolo. (Foto 2)
4. Montado o banheiro faz-se a bancada com dois acentos de acordo com as câmaras. (Foto 3)
5. Instalação do mictório, para uso masculino, a urina é tratada junto com a água do lavatório em um círculo de bananeiras.
6. Fechamento e vedação do sistema (Foto 4):
• Colocação das chapas que fecham a parte superior das câmaras, isto é para o isolamento, aquecimento e ventilação (o funcionamento do sistema é por convecção de ar quente).
• Colocação das portas de inspeção das câmaras.
• Instalação da chaminé para saída dos gases e/ou ar quente, observe o detalhe da saída em forma de H (agá).
Obs.: Toda as instalações devem ser muito bem vedadas, evitando a entrada de correntes de ar.
7. Em quanto as dimensões e materiais a serem usados na parte superior (sala do banheiro) fica a critério do construtor e na opção dos materiais disponíveis.
Recomenda-se utilizar 6 meses uma câmara e logo passar para a outra, mais 6 meses e poderá ser retirado o material da primeira câmara, este já terá um ano de compostagem no deposito. Agora pode ser encaminhado para o minhocário onde será transformado em húmus e utilizado como adubo natural nos cultivos.

Banheiros Secos, São José do Cerrito e Sta Rosa de Lima (SC)


 

 

Fonte:
Texto de: Pedro Marcos Ortiz e
Jorge R. Timmermann, em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.
Fotos: Jorge R. Timmermann, Pedro M. Ortiz

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Parede de Super Adobe

PAREDE DE SUPER ADOBE

1. ABRIR UMA VALA DE 20 CM DE PROFUNDIDADE DA LARGURA DO SACO
E APILOAR O FUNDO (FOTO 1)
2. ENCHER A VALA COM BRITA/ PEDRA E APILOAR. (FOTO 2)
3. COLOCAR O SACO NO LUGAR , ENCHER COM A MISTURA (1) E APILOAR.
(FOTO 3, 3A)
4. COLOCAR POR CIMA DUAS LINHAS DE ARAME FARPADO. (FOTO 4)
5. REALIZAR O MESMO PROCEDIMENTO ATE CHEGAR ACIMA DA ALTURA
DO BALDRAME.
6. ACIMA DO BALDRAME REALIZAR O MESMO PROCEDIMENTO, COM
ALTERAÇÃO DA MISTURA(2): ENCHER O SACO, APILOAR E COLOCAR
ARAMES ATE CHEGAR NA ALTURA DESEJADA SEM ESQUECER DE
DEIXAR REFORÇOS E ESPERAS PARA POSTERIOR COLOCAÇÃO DE
ABERTURAS. (FOTO 5, 6).

Construção de uma parede de super adobe.
IPEC – julho de 2002. E IPEP – outubro 2001

Fonte:
Texto de Marcos Marques em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.
Fotos: Marcos Marques, Jorge Timmermann

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Reboco Natural

REBOCO NATURAL (Sem uso de cimento)

Reboco natural em Florianópolis
(Klimata e Grupo de Permacultores urbanos)
 

Fonte:
Texto de Marcos Marques em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.
Fotos: Marcos Marques

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Tratamento de Esgoto – Águas pretas

BACIA DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO

Devemos diferenciar entre dois tipos de efluentes domiciliares:

• Águas cinzas: aquelas que só carregam sabão -de preferência neutro – e sujeira. Exemplo a água da pia, chuveiro, tanque, lavar oupas, etc.
• Águas pretas: aquelas que estão contaminadas com dejetos animais, inclusive humano, contendo patógenos. Exemplo o vaso sanitário.

As águas pretas – resultantes de banheiros hidráulicos – precisam de um tratamento mais apurado.
Este é um sistema fechado (sem infiltração no solo) de evapotranspiração, utilizando plantas no processo.
O dimensionamento é de aproximadamente 2 m3 / pessoa.

Materiais:
• Material poroso tipo tijolo ou telha quebrados, ou entulhos de obra;
• Pedra brita;
• Areias, fina e média;
• Pneus velhos de automóvel;
• Cimento e tela plástica
• Terra.

Ferramentas:
• Pá,
• cavadeira;
• Carrinho de mão;
• Picareta,
• Trena
• Colher de pedreiro

Procedimento: (figuras 1, 2)
1. Escava-se um buraco, tendo como profundidade mínima um metro. E as
demais dimensões proporcional ao número de pessoas que usaram o
sistema a ser construído. (Foto 1)
2. Impermeabilização do buraco com cimento e tela plástica. (Foto 2)
3. Construção do leito filtrante de acordo com a figura 2. (Fotos 3,4,5)

Construção de uma bacia de evapo-transpiração.
Comunidade Patriarca São José, Florianópolis.
junho de 2003.

    

Fonte:
Fotos Jorge Roberto Timmermann
texto de: Jorge Roberto Timmermann e
Pedro Marcos Ortiz, em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.

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Tratamento de Esgotos – Águas Cinzas

Devemos diferenciar entre dois tipos de efluentes domiciliares:

• Águas cinzas: aquelas que só carregam sabão -de preferência neutro – e sujeira. Exemplo a água da pia, chuveiro, tanque, lavar roupas, etc.
• Águas pretas: aquelas que estão contaminadas com dejetos animais, inclusive humano, contendo patógenos. Exemplo o vaso sanitário.

As águas cinzas são de tratamento simples. É só permitir a sua infiltração no solo, de preferência em relação a plantas que a absorvam e evaporem. O círculo de bananeiras é o exemplo típico.

Ferramentas:
• Pá,
• Cavadeira,
• Enxada;
• Carrinho de mão;
• Trena.

Materiais:
• Canos;
• Troncos;
• Mudas das plantas evaporadoras.
• Sementes de adubação verde.

As dimensões variam com o volume de água a processar. Em média o volume aconselhado é de aproximadamente 1 m3.

CONSTRUÇÃO

1- Abertura de um buraco de 1 m3 , com profundidade de 1 a 1,2 m com bordas salientes tipo formigueiro.
2- Encher o buraco com troncos deixando espaços para receber a água a ser tratada.
3- Planta-se as plantas nas bordas e liga o esgoto dos locais citados acima.
4- Caso haja excedente de água constrói outros círculos na seqüência.

As águas pretas – resultantes de banheiros hidráulicos – precisam de um tratamento mais apurado.

Fonte:
texto de: Jorge Roberto Timmermann e
Pedro Marcos Ortiz, em:
TIMMERMANN,J.;ORTIZ,P.M.;RODRIGUES,J;
MARQUES,M: BECKAUSER,R.
Curso de construções alternativas, construção
da zona 1. São José do Cerrito/SC: IPAB -
Instituto de Permacultura Austro Brasileiro, 2003.

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Desvendando TS, XVid, Cam, DVDRip, etc

Encontrei um pequeno glossário dessas siglas que acompanham os downloads de mídia na Internet:

CAM O CAM é um “rip” feito no cinema, normalmente com uma câmera digital. Às vezes é usado um tripé, mas na maioria das vezes isso não é possível, deixando a filmagem tremida. Devido aos lugares disponíveis no cinema também não serem sempre no centro, pode ser filmado com ângulos diferentes. Se cortado (cropped) adequadamente, é difícil diferenciar, a não ser que tenha legendas na tela, mas muitas vezes os CAM são deixados com bordas pretas na parte de cima e de baixo da tela. O som é gravado com o microfone embutido da câmera e, especialmente em comédias, risadas são ouvidas durante o filme. Devido a esses fatores, a qualidade de som e imagem costumam ser muito ruins, mas as vezes, com sorte, o cinema está quase vazio e apenas baixos ruídos serão ouvidos.

TELESYNC (TS) Um telesync tem as mesmas características de um CAM, só que usa uma fonte externa de áudio (normalmente um fone de ouvido na poltrona para pessoas que não ouvem bem). Uma fonte de áudio direto não garante uma boa qualidade de áudio, pois muitos barulhos podem interferir. Muitas vezes um telesync é filmado em um cinema vazio ou da cabine de projeção com uma câmera profissional, gerando uma melhor qualidade de imagem. A qualidade varia muito, por isso veja um sample (amostra) antes de baixar o filme por completo. A maior parte dos Telesyncs são CAMs que foram rotuladas de forma errada.

TELECINE (TC) Uma máquina de telecine copia o filme digitalmente dos rolos. O som e a imagem costumam ser muito bons, mas devido ao equipamento e custos envolvidos, os telecine são muito raros. Geralmente o filme estará com o aspect ratio (proporção) correto, apesar de existirem telecine de 4:3 (tela cheia). TC não deve ser confundido com TimeCode , que é um contador visível e fixo durante todo o filme.

SCREENER (SCR) Uma fita VHS prévia, enviada para locadoras e vários outros lugares, para uso promocional. Um screener é fornecido de uma fita VHS e normalmente em 4:3 (tela cheia), apesar de alguns screener com faixas pretas já terem sido lançados. A maior desvantagem é um “ticker” (uma mensagem que aparece na parte de baixo da tela com os direitos autorais e um telefone anti-pirataria). Além de que, se a fita tiver algum número de série, ou qualquer outra marca que possa denunciar a origem da fita, esses terão de ser escondidos, normalmente com uma faixa preta em cima. Isso costuma durar apenas uns segundos, mas infelizmente, em alguma cópias, dura o filme inteiro e alguns podem ser bem grandes. Dependendo do equipamento usado, a qualidade do screener pode variar de excelente se for feita de uma cópia MASTER, até muito ruim se for feita em um equipamento velho com uma cópia ruim da fita. A maioria dos screener são passados pra VCD, mas já houveram tentativas em SVCD. Screener, geralmente, também indica qualquer um dos tipos acima. (qualidade mais baixa)

DVD-SCREENER (DVDscr) Mesmas condições do screener, mas com uma fonte de DVD. Normalmente com letterbox (faixas pretas), mas sem os extras que o DVD final (de venda e/ou aluguel) possa ter. O ticker não costuma ficar nas faixas pretas, e pode atrapalhar a visão. Se o “ripador” tiver o mínimo de conhecimento, um DVDscr deve sair muito bom. Normalmente passado pra SVCD ou DivX/XviD.

DVDRip Uma cópia do lançamento final do DVD. Se possível, é lançado na internet antes mesmo do DVD de venda e/ou aluguel ser lançado. A qualidade deve ser excelente. DVDrips são lançados em SVCD e DivX/XviD.

VHSRip Feitos de VHS de venda e/ou aluguel, sendo a sua maioria os lançamentos de filmes de esportes e de XXX.

TVRip Episódios de TV que são de redes (capturados usando cabos digitais/satélite) ou de “PRE-AIR”, que usam as fontes de satélites que mandam o programa pelas redes com alguns dias de antecedências.

PDTV/HDTV Os PDTV são capturados de uma TV com cartão PCI DIGITAL, normalmente gerando os melhores resultados. Muitas vezes vemos o rip rotulado como HDTV também, mas as diferenças entre esses dois termos são apenas técnicas. Os grupos costumam lançar em SVCD, apesar de rips em VCD/SVCD/DivX/XviD serem aceitos nos rips de TV.

WORKPRINT (WP) Um workprint é uma cópia do filme que ainda não foi finalizado. Pode conter cenas faltando, música, e a qualidade pode variar de excelente a muito ruim. Alguns WPs são diferentes da versão final (Homens de Preto está faltando todos os aliens e tem figurantes em seus lugares) e alguns tem cenas extras (Jay and Silent Bob). WPs podem ser boas aquisições para a coleção uma vez que já tenha em mãos a versão final.

DivX Reenc Um DivX re-enc é um filme que foi retirado do VCD e reencodado num pequeno arquivo DivX. Normalmente são encontrados nos compartilhadores, e são renomeados como Filme.Nome.Grupo(1of2). Grupos famosos são SMR e TMD. Esse formato não vale o download, a menos que você esteja incerto sobre um filme e quer apenas uma versão de 300MB.

Watermarks Muitos filmes vem de Asian Silvers/PDVD (veja abaixo) e esses são marcados pelo pessoal responsável. Usualmente com uma inicial ou um pequeno logo, geralmente num dos cantos. Os mais famosos são as marcas d’água “Z” “A” e “Globe”.

Asian Silvers / PDVD São produzidos por contrabandistas e são comprados por alguns grupos que vendem como se fossem deles. Silvers são baratos e facilmente encontrados em muitos paíes, e é fácil sair um release, e é o motivo de ter tantos por aí no momento, principalmente de grupos pequenos que não duram mais que alguns lançamentos. PDVDs são a mesma coisa, mas postos num DVD. Eles têm legendas à parte, e a qualidade usualmente é melhor que os silvers. São ripados como um DVD normal, mas são lançados como VCD normalmente.

SVCD SVCD é baseado em MPEG-2 (como no DVD), que permite maiores taxas de variáveis até 2500kbits em uma definição de 480×480 (NTSC), que descomprimida em uma relação de aspecto de 4:3. Devido ao bit-rate variável, o comprimento que você pode ocupar em um único CDR não é fixo, geralmente entre 35-60 min.

VCD É um formato baseado em MPEG-1, com um bit-rate constante de 1150kbit em uma definição de 352×240 (NTSC). VCD’s são usados geralmente para obter de uma qualidade mais baixa com o objetivo de tamanhos menores. VCD’s e SVCD’s são cronometrados nos minutos e não em MB, assim que ao olhar um, parecer maior do que a capacidade de disco e na realidade pode cabe 74min em um CDR74.

XVCD / XSVCD Estes são basicamente VCD/SVCD melhorados. São ambos capazes de definições e de melhores taxas, muito, mas elevadas. Muito difícil de se encontrar.

KVCD e KSVCD KVCD é uma modificação ao padrão MPEG-1 e MPEG-2. Habilita criar CDs de 120 minutos com qualidade perto do DVD em CDs de 80 minutos. Porém já existe especificações que geram vídeos de 528×480 (NTSC) e 528×576 (PAL) e MPEG-1 com bitrate variável entre 64Kbps e 3000Kbps. Usando uma resolução 352×240 (NTSC) ou 352×288 (PAL), é possível “encodar” vídeos com até 360 minutos com qualidade perto de um VCD num CD de 80 min.

KDVD Formato de arquivo 100% compatível com MPEG_2, capaz de rodar em qualquer DVD Player Standard. Esta tecnologia habilita 6 horas de filme em Full D-1 720×480 num DVD, ou algo em torno de 10 horas em Half D-1 352×480 no meso DVD.

AVI Audio Video Interleave. Formato de vídeo mais usado em PCs com o Windows. Ele define como o vídeo e o áudio estão juntos um ao outro, sem especificar um codec.

MPEG É a abreviação de Motion Picture Expert Group e é a fonte de pesquisa para formatos de vídeo em geral. Este grupo define padrões em vídeo digital, estão entre eles o padrão MPEG1 (usado nos VCDs), o padrão MPEG2 (usado em DVDs e SVCDS), o padrão MPEG4 e vários padrões de áudio – entre eles MP3 e AAC. Arquivos contendo vídeo MPEG-1 ou MPEG-2 podem usar tanto .mpg quanto .mpeg na extensão.

OGM Pode ser usado à uma alternativa ao .avi e pode conter Ogg Vorbis, MP3 e AC3 áudio, todos os formatos de vídeo, informação por capítulos e legendas.

VBR Bitrate Variável. É possível “encodar” áudio e vídeo com bitrate variável, o que não usa o mesmo bitrate para o arquivo inteiro (como no CBR = Bitrate Constante). Partes mais complicadas do vídeo/áudio vão receber mais bitrate para que a aparência/sonoridade seja melhor, e assim como partes menos complicadas irão receber menos bitrate. Geralmente arquivos com VBR são melhores que outros que contém CBR.

Bitrate Bitrate está diretamente ligado à nitidez (qualidade) do filme/música. Quer dizer que em formatos de compressão de áudio e vídeo como MPEG3 e MPEG4, quanto maior for o bitrate mais vezes por segundo o som ou filme original estará sendo reproduzido. O bitrate pode variar, sendo que taxas mais altas de bitrate criam som/vídeo de melhor qualidade.

Aspect Ratio Tags WS – Widescreen (letterbox) FS – Fullscreen

Codec É a abreviação de COder/DECoder ou codificador/decodificador. Equipamento ou programa que converte os sinais analógicos de som, voz e vídeo em sinais digitais e vice-versa. São exemplos de codecs: DivX, XviD (video) e MP3/AC3 (som).

DivX / XviD Dois codecs de última geração sendo o DivX mais antigo. Estão baseados no formato de compressco MPEG-4, compressão de vídeo de alta qualidade. Alguns chamam o MPEG-4 de “MP3 do vídeo”. Com os arquivos em DivX você poderá assistir os filmes com qualidade de DVD som de CD, no seu PC. XVid já possui uma tecnologia melhor que o DivX, portanto necessita de PCs mais potentes para rodar. XViD é melhor que o DivX.

NTSC / PAL NTSC e o PAL são os dois padrões principais usados através do mundo. NTSC tem um frame mais elevado do que o PAL (29fps comparado a 25fps), mas o PAL tem um definião de melhor qualidade. Os dois tipos de padrões podem ter variações, sendo que no Brasil usa-se o padrão PAL-M e nos EUA o NTSC, para TVs, vídeos-cassete, DVDs.

AC3 Codec de áudio conhecido como Audio Coding 3, é melhor que o Mp3 e é sinônimo para o Dolby Digital hoje em dia. Utilizado em alguns filmes com mais de 2 CDs, devido ao seu tamanho maior.

AAC Advanced Audio Coding, será o sucessor do AC3. É baseado no AC3, mas acrescenta uma variedade de melhorias em diversas áreas. Atualmente é difícil encontrar um player ou hardware que suportem esse novo formato de áudio.

BIN / CUE Bin e Cue são dois arquivos pertencentes à uma imagem de CD-R/RW ou DVD. Alguns releases de SVCD E VCD são lançados nas imagens dos próprios CDs. Para abri-lo você pode usar tanto o Daemons tools (note que não nescessita da Cue para fazê-lo se você alterar para mostrar todos os arquivos, ele abrirá o BIN) ou queimá-lo com o Nero ou CDRWin. Aconselha-se o CDRWin, por ser o programa que cria esse tipo de imagem.

Expressões encontradas:

PROPER Devido aos critérios, quem lançar o primeiro Telesync ganhou a corrida (por exemplo!). Mas se a qualidade desse release for ruim, devido alguns problemas na imagem ou som, e outro grupo tem outro telesync (ou a mesma fonte, mas em melhor qualidade) então a expressão PROPER é adicionada para evitar equívocos. PROPER é a expressão mais subjetiva encontrada, e as pessoas geralmente pergutam se o PROPER é melhor que a versão original. Muitos grupos lançam o PROPER em atos de desespero, para não perder a corrida. Um motivo para o PROPER deve ser sempre incluso no .NFO.

UNRATED Versão sem cortes.(Normalmente os vídeos são editados para conseguir um classificação etária mais ampla nos cinemas, já em DVD são lançados completos)

LIMITED Um filme limited significa que ele tem um número de exposições em cinemas limitados, normalmente estreando em menos de 250 cinemas. Geralmente filmes pequenos (como filmes de arte) são lançados nesse estilo.

INTERNAL Um release interno é feito por vários motivos. Grupos clássicos de DVD fazem muito isso, visto que eles não serão trapaceados. Também rips de má qualidade são feitos nesse estilo, para não baixar a reputação do grupo, ou devido ao grande número já existente do filme. Um lançamento interno é disponibilizado normalmente em sites afiliados ao grupo, mas eles não podem ser trocados com outros sites sem a devida permissão. Alguns INTERNALs ainda correm pelo IRC/Newsgroup, dependendo da popularidade. Há alguns anos, o grupo Centropy começou a lançar releases internos, mas num sentido diferente do INTERNAL, isto é, lançava somente para membros do grupo e não o disponibilizavam.

STV Straight To Video. Filmes ripados de DVD que nunca foram para o cinema, caíram direto para as locadoras e TVs.

ASPECT RATIO Tags As expressões de formato são: WS = Widescreen (letterbox) FS = Fullscreen.

REPACK/RERIP Se um grupo lança um rip ruim, eles irão re-lançá-lo, o qual virá com os problemas corrigidos.

NUKED Um rip pode ser “NUKADA”, banida por diversas razões. Se o grupo lançar como TeleSyncs, por exemplo, e não tem nada de “TeleSyncs”, ou o filme tem uma diferença na qualidade do áudio, outro exemplo, a partir de X minutos de filme. Então o nuke global ocorrerá e o grupo perderá seus créditos. Verifique sempre antes os releases para não pegar algo que foi banido, por má qualidade por exemplo. Se um grupo perceber que há algo errado com uma versão, eles podem requisitar um nuke.

Razões para o NUKE

BAD A/R – Relação de aspecto, distorção do filme. Personagens aparecem muito largos ou finos.

BAD IVTC – Processo de inversão telecine, conversão de framerates está incorreto. BAD FPS – Não segue o padrão de quadros por segundo vigente.

INTERLACED – Linhas pretas no movimento como a ordem do campo estão incorretas.

DUPE Duplicada, já foi feito lançamento deste filme anteriormente. Dupe é bem simples, se algo já existe, então não há razão para ele ser lançado de novo sem uma razão séria.

SE (special edition) Edição Especial

DC (director’s cut) Versão do diretor.

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